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quinta-feira, 6 de abril de 2017

Professor Glauber História: Atividade Extra/Recuperação História 1º e 2º Ano 2017



Instruções:

- A atividade é INDIVIDUAL!
- Deve ser MANUSCRITA!
- Entregar até dia 12/04/2017 IMPRETERIVELMENTE!

Observe os documentos a seguir:

1 - Carta testamento de Getúlio Vargas.
2 - Guernica, por Pablo Picasso


3 - Cálice, por Chico Buarque e Milton Nacimento

4 - Cadeira de Tortura Medieval


5 - Charge satirizando o depoimento de um militar sobre a tortura na ditadura.

Responda as seguintes questões:
1) Identifique os tipos de fontes representados nos documentos 1, 2, 3, 4 e 5.
2) De outros exemplos das fontes relacionadas acima.
3) Qual a importância das fontes históricas para a produção do conhecimento Histórico.
4) Faça uma breve pesquisa sobre Cultura Material.



quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Atividade Extra História 3º Ano (Prof. Glauber, 3º Bimestre) - Movimentos Sociais da 1ª República

Esta atividade só deve ser realizada pelos alunos que perderam a atividade em grupo realizadas entre os dias 12/09 e 23/09. A atividade NÃO substitui outras avaliações.

Atividade:

A pesquisa é livre e os alunos NÃO precisam entregar a pesquisa.

O fichamento deve ser feito em FOLHA SEPARADA (para entregar) e DEVE constar a fonte da pesquisa (endereço de sites, livros utilizados, etc).

Prazo de entrega: Até dia 30/09/16.

Grande Abraços e boa sorte.

Pesquisa e Fichamento dos seguintes temas:

A Guerra de Canudos.

A Guerra do Contestado.

O Cangaço.

A Revolta da Vacina.

A Revolta da Chibata.

A Greve de 1917.

A Semana de Arte Moderna de 1922.

A Coluna Prestes.


segunda-feira, 12 de setembro de 2016

A Primeira República no Brasil (1889 - 1930) - Material de Estudo para os 3º Anos

A Primeira República do Brasil (1889 – 1930)

O Fim do Segundo Reinado
De Volta Do Paraguai: Charge publicada no jornal "A Vida Fluminanse", criticando o paradoxo vivido pelos escravos que lutaram na guerra.
Durante o reinado de D. Pedro II, a política imperial se destacava pelos partidos Liberal e Conservador. Embora os partidos fossem compostos por membros da elite agrícola brasileira, a visão a respeito do modelo de Estado era muito diferente, enquanto os conservadores queriam a centralização do poder nas mãos do rei, os liberais queriam maior autonomia das províncias. Ainda na segunda metade do século XIX, uma ala radical do Partido Liberal fundou o Partido Republicano, com intenções claras de acabar com o reinado no Brasil. Além da crise política que a criação desse partido gerou, outras crises foram definitivas para a queda final do imperador brasileiro.
Entre 1864 e 1870, o Brasil esteve envolvido em uma disputa pelo controle da Bacia do Prata, conhecida como Guerra do Paraguai. Após a vitória brasileira, os militares ganharam destaque nacional, porém, não ganharam reconhecimento político gerando conflitos entre os militares e o imperador. Além disso, como a maioria dos soldados brasileiros eram afrodescendentes, esperava-se que, como forma de reconhecimento, o imperador abolisse a escravidão, o que não aconteceu, aumentando ainda mais o descontentamento militar com D. Pedro II.
Em 1870, o Papa Pio IX proclamou que o papa era infalível e condenou o racionalismo, o materialismo e o ateísmo. Em 1872, seguindo as orientações papais, bispos brasileiros ordenaram a expulsão dos membros da maçonaria da comunidade católica. A questão gerou comoção no meio político e jurídico brasileiro que era composto em parte por maçons iniciando uma disputa entre o poder religioso e governamental no Brasil. A posição de D. Pedro II em favor da maçonaria desagradou a igreja, que apesar de ter reconsiderado a questão maçônica no Brasil, deixou de apoiar o governo imperial.
O império brasileiro procurava manter uma imagem de país “moderno” e “civilizado” para a comunidade internacional, todavia, o escravismo era uma evidência inegável de atraso social brasileiro, tanto que até mesmo o rei assumia ser o escravismo uma “vergonha nacional”. Porém, o principal apoio político do rei vinha dos conservadores escravocratas tornando o tema muito sensível ao reinado que pressionado pela Inglaterra e pelos setores liberais da elite brasileira iniciou uma abolição lenta e gradual. Em 13 de maio de 1888, pressionada pelas intenções comerciais inglesas, pelo crescente número das comunidades quilombolas e pelo aumento significativo do movimento abolicionista brasileiro, a princesa regente Isabel do Brasil assinou a Lei Áurea, libertado os escravos no Brasil. Com a escravidão abolida, a vitória republicana tornou-se questão de tempo.
Com a crise militar, os republicanos receberam o apoio de setores importantes do exército que chegou a criar o Clube Militar para conspirar contra o império. As crises religiosa e abolicionista acabaram com o apoio dos conservadores que passaram a fazer duras críticas ao imperador D. Pedro II. Assim, o movimento republicano/militar, liderado pelo Marechal Deodoro da Fonseca, se sentiu à vontade para derrubar o imperador proclamando a república em 15 de Novembro de 1889. É importante destacar que o processo de proclamação da república não teve participação popular significativa, mantendo as estruturas da elite intactas.

A República da Espada (1889 – 1894)

Marechal Deodoro da Fonseca

Marechal Floriano Peixoto

Os primeiros anos da república brasileira foram marcados por governos militares que fizeram uma transição do reinado para o poder dos civis. Como os dois primeiros presidentes do Brasil, Deodoro da Fonseca e Floriano Peixoto, eram marechais, esse período ficou conhecido pelo nome de República das Espadas.
Após a proclamação da república, os partidos Conservador e Liberal cederam lugar aos partidos republicanos que representavam elites locais, o PRP (Partido Republicano Paulista), o PRM (Partido Republicano Mineiro) e o PRF (Partido Republicano Fluminense) exerceram papel de liderança durante todo o período da primeira república.
Inicialmente, o governo de Deodoro da Fonseca (1889-1891) deveria durar somente até a conclusão da nova constituição republicana e das eleições para colocar o poder republicano nas mãos civis, assim, o marechal estava a cargo de um Governo Provisório. Durante o mandato do primeiro presidente, as elites locais se fortaleceram conquistando maior autonomia (federalismo), no entanto, a má administração econômica e o conservadorismo de Deodoro levaram a crises econômicas, políticas e militares.
O ministro da fazenda, nomeado por Deodoro, Rui Barbosa procurou incentivar a criação de empresas industriais e comerciais no país. Para atingir seu objetivo, o ministro da fazenda permitiu a emissão de uma grande quantidade de papel moeda que seria usado para facilitar o crédito a todos que tivessem interesse em desenvolver a indústria e o comercio no Brasil. No entanto, a facilidade do crédito favoreceu o surgimento de inúmeras empresas fantasmas (que só existem no papel), cujas ações eram vendidas na bolsa de valores e se valorizavam sem nenhuma fiscalização do governo. Acreditando fazer um ótimo negócio, os investidores compravam essas ações baratas esperando revende-las no período de altas, assim, os falsos empresários duplicavam seus lucros, conseguindo os empréstimos com facilidade e tirando o dinheiro dos investidores sem investir em empresas reais. Além de não promover o avanço industrial no país, o papel moeda produzido sem lastro (valores em produtos e ouro que justifiquem o valor em papel) gerou uma grave desvalorização da moeda brasileira (Contos de Réis), afastaram os investidores que sofreram golpes, provocou a falência de empresas e bancos e esvaziaram os cofres públicos.
Entre 1890 e 1891, políticos de todo o país se reuniram para criar a primeira constituição republicana do Brasil. A constituição brasileira procurou referencias na constituição dos EUA defendendo ideais liberais. Entre os principais pontos dessa constituição estão:
      • O Brasil seria chamado de Estados Unidos do Brasil;
      • Federalismo (Autonomia para os Estados);
      • Voto: Homens, 21 anos, alfabetizados, aberto, sem necessidade de comprovação de renda;
      • Mandato presidencial de 4 anos sem direito a reeleição;
      • Separação entre Estado e Igreja (documentos oficiais de nascimento, casamento e óbito);
      • Eleições separadas entre o Presidente e o Vice-presidente;
      • Estabelece a existência dos 3 poderes (Legislativo, Executivo e Judiciário).
O fracasso do encilhamento e a nomeação de conservadores e monarquistas para cargos ministeriais republicanos causaram uma crise política no Brasil onde o presidente passou a sofrer uma forte oposição do congresso. Sem liberdade para atuar como gostaria, Deodoro decide fechar o congresso no dia 3 de novembro de 1891, anunciando uma revisão da constituição. A ação autoritária do marechal irritou setores da elite nacional e da marinha brasileira que iniciou a primeira revolta da armada. Sob a liderança do almirante Custódio de Melo, os navios amotinados São Paulo e Minas Gerais, apontaram seus canhões para a cidade do Rio de Janeiro exigindo a renúncia de Deodoro ao cargo de presidente. Receando uma guerra civil, Deodoro renuncia em 23 de novembro de 1981, passando a presidência para seu vice, o também marechal, Floriano Peixoto.
Após a renúncia de Deodoro, Floriano buscou em seu governo (1891-1894) combater os estragos econômicos gerados pela política do encilhamento, buscou apoio popular reduzindo impostos sobre itens de primeira necessidade como alimentação e habitação e buscou o apoio dos cafeicultores paulistas através da distribuição de cargos ministeriais e públicos. Mesmo assim, Floriano teve que encarar uma forte oposição no congresso e entre os militares. A forma rigorosa com a qual Floriano lidava com seus inimigos políticos e militares rendeu a ele o apelido de “Marechal de Ferro”.
Discussões acerca de como a república deveria ser montada levaram a uma guerra civil no sul do país conhecida como Revolução Federalista (1893-1895). De um lado, os republicanos (pica-paus), que defendiam um poder forte e centralizado aos moldes do presidencialismo exercido por Floriano Peixoto. Do outro lado, os federalistas (maragatos), que defendiam o parlamentarismo no Brasil encerrando o presidencialismo. O movimento parlamentarista recebe o apoio da cidade catarinense de Desterro, onde Floriano prende os líderes e modifica o nome da cidade para Florianópolis. A revolução só chega ao fim em 1895, já durante o governo de Prudente de Moraes (1894 – 1898), quando o presidente civil consegue assinar um acordo de paz com os Federalistas.
Descontentes com a participação do exército brasileiro na política nacional, oficiais da marinha e grupos oligárquicos se rebelaram e, assim como na 1ª Revolta da Aramada, exigiram a renúncia do marechal Floriano ao cargo de presidente da república. Portanto, Floriano, munido do apoio dos cafeicultores paulistas, conseguiu dinheiro para comprar fragatas americanas e contratar mercenários que, ao chegar no Brasil, derrotam os marinheiros rebelados. A vitória sobre os marinheiros ajudou a consolidar a república no Brasil e o governo do marechal que exilou os oficiais insurgentes no Acre e fuzilou marinheiros que participaram da revolta. Esse episódio ficou conhecido como a 2ª Revolta da Armada.

A República das Oligarquias (1894 – 1930)

A Formula Democrática: Charge publicada em 1925 pelo jornal "Careta". A charge demonstra o poder de São Paulo e Minas Gerais sobre os rumos da presidência.

Oligarquia (poder exercido por poucos). Enquanto a república da espada se preocupava em conter os movimentos contrários ao modelo republicano adotado, a elite cafeicultora paulista se preparava para assumir o poder. Apoiado por Floriano Peixoto, o paulista Prudente de Moraes ganhou a primeira eleição direta do Brasil que foi carregada de grandes fraudes e manipulações políticas características do período oligárquico da república. Com o início do governo civil, começou também o período do Coronelismo.
O título de coronel surgiu ainda no período regencial e era dado a grandes fazendeiros que patrocinavam a Guarda Nacional. Esses fazendeiros eram responsáveis pela segurança das fazendas dentro da sua área de influência, rendendo poderes excepcionais a esses coronéis. Exercendo o poder local de fato, os coronéis, controlavam as eleições transformando suas áreas de influência em currais eleitorais. Após a constituição de 1891, que acabou com o voto censitário ($$$), a quantidade de eleitores cresceu muito, no entanto, vítimas da pobreza, esses eleitores eram facilmente manipulados pelos coronéis que acompanhavam as sessões de voto aberto. Entre as principais formas que os coronéis usavam para controlar o voto estão:
    • Violência: Os eleitores eram constantemente hostilizados pelos coronéis, e caso não cooperassem com o candidato, sofriam com espancamentos e até mesmo execuções de familiares.
    • Voto de Cabresto: Os coronéis ofereciam aos eleitores vários favores (alimentos, remédios, roupas, empregos, etc.) em troca do voto no candidato determinado.
    • Fraudes Eleitorais: Além da compra de votos (voto de cabresto), as fraudes eram muito comuns, votos de crianças, de pessoas inexistentes e até mesmo mortos eram computados como votantes válidos.
    • Manipulação de Urnas: Se mesmo depois das fraudes, das ameaças e do cabresto o coronel não estava seguro dos resultados, roubos de urnas, desaparecimento e multiplicação de votos também eram métodos usados pelos coronéis para garantir sua vitória na eleição.

A Política do Café Com Leite

Na busca por votos um pacto foi estabelecido pelos coronéis, governadores e candidatos à presidência da República. Enquanto os coronéis forneciam os votos para os governadores, os governadores forneciam os votos para os presidentes, em troca, os governadores recebiam apoio político do governo federal e uma relativa autonomia que garantia a permanência do controle das elites sobre o estado, já os coronéis recebiam uma grande quantidade de verbas e vários benefícios como a prioridade de obras estruturais próximas às fazendas de tais coronéis. Essa manipulação dos votos ficou conhecida como a Política dos Governadores.
A política dos governadores criou uma aliança entre presidentes, coronéis e governadores garantiu um domínio político dos estados com o maior número de coronéis e eleitores. São Paulo (maior produtor de café) e Minas Gerais (maior produtor de leite) criaram a política do café com leite, onde os candidatos representariam as políticas dos dois estados. Com o predomínio do Café, todas as políticas adotadas pelos presidentes visavam beneficiar essa parcela da elite brasileira, isso ficou muito claro com o Convênio de Taubaté. A cada ano o Brasil batia recordes de produção de café, chegando ao ponto da quantidade de café produzido ser maior que a quantidade de café consumido, assim, o preço do café caia a cada ano dando prejuízo aos cafeicultores. Reunidos em Taubaté no Estado de São Paulo, os cafeicultores assinaram um documento que sociabilizava as perdas, ou seja, repartia o prejuízo do café com os demais cidadãos. O Governo ficaria responsável por comprar, com o dinheiro dos impostos, a produção excedente, diminuindo a quantidade de café no mercado, aumentando o preço de café.

O “Boom” da Borracha

Nem só de café viveu a primeira república, outros produtos agrícolas eram exportados pelos coronéis brasileiros, principalmente o cacau e o açúcar. Porém, o único produto que chegou próximo de rivalizar com o café brasileiro no quesito exportação foi a borracha. A borracha já era extraída das seringueiras amazonenses desde a época do primeiro reinado, porém, foi só no século XX que ela chegou ao seu auge. Com o crescimento industrial europeu após a 2ª revolução industrial, a borracha passou a ser item essencial, pois era largamente utilizada em produtos (como nos automóveis) e no maquinário. Assim, o consumo de borracha subiu vertiginosamente e, obviamente, os preços enriquecendo os coronéis amazonenses que iniciaram a construção de uma belle époque amazônica. Entretanto, o sonho amazonense de superar o café paulista foi frustrado pela pirataria biológica promovida por holandeses e ingleses. Esses países conseguiram levar mudas para suas colônias na Ásia que passaram a ser os principais fornecedores de borracha para a Europa.

Imigração, Indústria e Urbanização

Mesmo antes da proclamação da república, o governo brasileiro buscou incentivar a imigração europeia para o Brasil. O objetivo era modernizar o país e branquear a população (acreditava-se que quanto mais branca a população, mais civilizado é o país). Assim, muitos europeus chegaram ao Brasil para trabalhar nas lavouras de café e na tímida industrialização empreendida no país. A maioria dos imigrantes vinham de países ainda majoritariamente agrários na Europa, como Espanha, Portugal e Itália. No início do século XX, também chegaram ao Brasil um grande número de japoneses e libaneses, diversificando a cultura brasileira, principalmente a paulista. A vida desses imigrantes nas fazendas não era fácil, os coronéis ainda acostumados com o trabalho escravo, tratavam esses imigrantes como tal. Em virtude disso, muitos deles abandonaram as fazendas e partiram para as cidades, em busca de melhores condições no trabalho industrial.
Apesar do fracasso da política do encilhamento, as indústrias cresceram no país, especialmente na cidade de São Paulo. Esse crescimento não previsto pelo governo oligárquico tem como principais motivos o excesso dos capitais gerados pelo café e os esforços da indústria europeia em se prepararem para a 1ª Guerra Mundial. De um lado, os barões do café haviam acumulado tantas riquezas que não sabiam mais no que investir, assim, redirecionaram seus capitais para o setor industrial, e como São Paulo era a capital do café, também se tornou a capital industrial do Brasil. Do outro lado, como as indústrias europeias se voltaram para as necessidades bélicas dos países em eminente guerra (e também durante ela), o ritmo de importações para o Brasil diminuiu muito, portanto, para substituir o mercado europeu, os cafeicultores recorreram a criações industriais próprias e aos EUA.

Com os investimentos do café na indústria e com os imigrantes fugindo dos abusos dos coronéis para as cidades, não havia possibilidade das principais cidades do país não crescerem, mesmo assim, somente na década de 1970 o Brasil passou a contabilizar uma população urbana maior que a população rural. O crescimento populacional urbano não foi acompanhado por políticas de planejamento, muito menos de habitação. Assim, essa massa migratória para cidade teve que recorrer principalmente a cortiços (casarões ocupados por várias famílias) e a bairros operários (bairros mal planejados que eram feitos para minimizar o tempo de viagem do trabalhador até a fábrica, assim, os trabalhadores poderiam fazer turnos maiores de trabalho).

domingo, 19 de junho de 2016

Prof Glauber: Atividade Extra (2º Ano)

Instruções para a atividade:
  • O prazo máximo de entrega da atividade é 23/06/2016.
  • Não é necessário copiar as questões.
  • Resposta escritas a mão.
  • A atividade NÃO substitui a nota da prova (só com atestado!)
  • Boa atividade!
1) Luiz XIV, da França, foi considerado o modelo de monarca absolutista. Sua expressão “O Estado sou Eu” traduz uma premissa básica da formação do Estado Moderno, que é:
a) o rei como aquele que não intervém no Estado.
b) o rei como o primeiro cidadão do Estado.
c) o rei como aquele que apenas simbolicamente tem poder político.
d) a generosidade do monarca para com os seus súditos.
e) o rei como fonte da soberania nacional.

2) (FUVEST) No processo de formação dos Estados Nacionais da França e da Inglaterra podem ser identificados os seguintes aspectos:
a) fortalecimento do poder da nobreza e retardamento da formação do Estado Moderno
b) ampliação da dependência do rei em relação aos senhores feudais e à Igreja
c) desagregação do feudalismo e centralização política
d) diminuição do poder real e crise do capitalismo comercial
e) enfraquecimento da burguesia e equilíbrio entre o Estado e a Igreja

3) (Vunesp-2005) A longa crise da economia e da sociedade européias durante os séculos XIV e XV marcou as dificuldades e os limites do modo de produção feudal no último período da Idade Média. Qual foi o resultado político final das convulsões continentais dessa época? No curso do século XVI, o Estado absolutista emergiu no Ocidente. (Perry Anderson, Linhagens do Estado Absolutista.) 
a) Identifique duas manifestações da crise do século XIV. 
b) Aponte duas características do Estado absolutista. 


4) (Pucsp) "O trono real não é o trono de um homem, mas o trono do próprio Deus. Os reis são deuses e participam de alguma maneira da independência divina. O rei vê de mais longe e de mais alto; deve acreditar-se que ele vê melhor..." (Jacques Bossuet.).
Essas afirmações de Bossuet referem-se ao contexto:
a) do século XII, na França, no qual ocorria uma profunda ruptura entre Igreja e Estado pelo fato de o Papa almejar o exercício do poder monárquico por ser representante de Deus.
b) do século X, na Inglaterra, no qual a Igreja Católica atuava em total acordo com a nobreza feudal.
c) do século XVIII, na Inglaterra, no qual foi desenvolvida a concepção iluminista de governo, como está exposta.
d) do século XVII, na França, no qual se consolidavam as monarquias nacionais.
e) do século XVI, na Espanha, no momento da união dos tronos de Aragão e Castela.

5) Os Estados Nacionais Português e Espanhol só se consolidaram efetivamente a partir do século XV. A formação desses dois Estados, que se localizam na Península Ibérica, está relacionada diretamente:
a) à aliança com holandeses, que venderam os seus domínios para ambos os Estados.
b) à expulsão dos muçulmanos da Península Ibérica.
c) ao acordo com o califado de Córdoba, que cedeu territórios para a criação desses Estados.
d) ao acordo com o Império Romano, que até então dominava a região.
e) à Reforma Protestante, que mudou completamente os hábitos religiosos da Península Ibérica.



Prof Glauber: Atividade Extra (3º Ano)

Informações sobre a atividade:

  • O prazo máximo de entrega da atividade é 23/06/2016.
  • Não é necessário copiar as questões.
  • Resposta escritas a mão.
  • A atividade NÃO substitui a nota da prova (só com atestado)
  • Boa atividade!
1)      Identifique a alternativa incorreta e corrija-a. Entre as razões da Primeira Guerra Podemos citar:
a.       As rivalidades imperialistas como França X Alemanha.
b.      A política das alianças com a Tríplice Entente x Tríplice Aliança.
c.       A paz armada, onde as potências europeias suspenderam a fabricação de armas.
d.      O assassinato de Francisco Ferdinando.

2)      Leia o texto a seguir e responda ao que se pede.
“Por toda parte, eram criadas novas armas: nos EUA, os irmãos Maxim inventaram a primeira metralhadora moderna e explosivos realmente eficientes para torpedos e submarinos; na França, surgiram os cartuchos metálicos [...] e a espingarda Lebel, de tiro rápido e pólvora sem fumaça; os alemães, por seu lado, criaram o extraordinário fuzil Mauser dotado de carregador... o avanço de armas cada vez mais letais era linear e ininterrupto. Claro que, paralelamente ao desenvolvimento desses instrumentos da morte, cresciam os lucros, o tamanho e a influência dos então já poderosos monopólios industrial-militares: os Krupp, Armstrong, Schneider, Ansaldo e Skoda”.
Luiz César Rodrigues. A primeira Guerra Mundial: a grande guerra, a paz dos vencedores, os legados da guerra. São Paulo: Atual. 1985. p. 32.
a)      Qual o assunto principal do texto?
b)      Que relação o texto estabelece entre tecnologia de guerra e tecnologia?

sábado, 4 de junho de 2016

Prof.Glauber - A Primeira Guerra Mundial 1914 - 1918 (Material de Estudos para os Terceiros)

A Primeira Guerra Mundial (1914 - 1918)


"Dança no Moulin Rouge"
por Henri de Touluse-Lautrec (França 1890).
Modo de vida burguês: Entre os anos finais do século XIX e o início do século XX os europeus passavam por uma grande onda de otimismo gerada pelos avanços científicos, tecnológicos e comerciais. Os capitais gerados pela exploração neocolonialista desenvolveram as indústrias e as cidades européias gerando um sentimento de euforia progressista e a consolidação dos valores e do modo de vida das elites européias. Esse período de prosperidade européia ficou conhecido como Belle Époque.
Tensões na Europa: Apesar do clima de otimismo, a Europa era um continente cheio de tensões que ameaçavam a paz entre as potências européias. As tensões foram geradas pela corrida imperialista do século XIX, que gerou e acirrou rivalidades existentes entre os países europeus.
A Guerra Franco-Prussiana (1870 – 1871): O chanceler alemão Otto Von Bismark (1815 – 1898) e seus generais consideravam que uma guerra com a França era o último passo para concluir a unificação alemã, uma vez que, a França impedia a união do norte da Alemanha com o sul. Portanto, o chanceler alemão se aproveitou da fragilidade política do imperador francês Napoleão III (1808 – 1873) e fomentou uma guerra entre os dois países. Sem forças, a França foi derrotada pelo Império alemão que além de concluir sua unificação, conquistou regiões francesas na fronteira com a Alemanha conhecidas como Alsácia-Lorena.
A Paz Armada: No período que compreende da guerra Franco-Prussiana (1871) à Primeira Guerra Mundial (1914-1918), houve uma relativa paz entre os países europeus, apesar da grande tensão existente. Entretanto, o período também foi marcado pela corrida armamentista, onde as potências imperialistas investiram pesado na indústria bélica (armas) e na formação de exércitos profissionais.

A Política das Alianças

Por meio de acordos econômicos, políticos e militares, as potências européias formaram alianças com o objetivo de isolar e combater seus rivais. Assim, foram criados dois blocos, a Tríplice Aliança e a Tríplice Entente.


Tríplice Aliança (ou Potências Centrais):

Império Alemão: A unificação tardia entre estados alemães (1871) atrasou a largada de Alemanha na corrida imperialista do século XIX. Apesar do estágio avançado de Industrialização, a Alemanha conquistou poucas colônias na África e Ásia. Além disso, a recém formada Alemanha pretendia rivalizar com a Inglaterra no comércio marítimo.
Itália: Assim como a Alemanha, a Itália também promoveu uma unificação tardia (1866). Esse fato aproximou os dois países que se aliaram na busca por mais colônias. As vésperas da primeira guerra, um acordo de ajuda mútua entre Itália e Alemanha foi assinado, no entanto, assim que a guerra começou a Itália se manteve neutra, ignorando o acordo.
Império Austro-Húngaro: A aliança entre Alemanha e Áustria-Hungria explica-se pela necessidade de estabilização da recente unificada Alemanha.

Tríplice Entente:

Grã-Bretanha: Maior império neocolonialista, a Grã-Bretanha pretendia manter sua hegemonia na África, na Ásia e no comércio marítimo. Reconhecendo ao interesses alemães de superar o Império Britânico, a Inglaterra se alia a França formando a Tríplice Entente (acordo) em 1904.
França: Além do interesse em manter seu império na África e Ásia, a França despertou um sentimento revanchista após o fim da guerra franco-prussiana (1871). Assim, a França passou a fazer vários acordos com países rivais da Alemanha. Em 1891, um acordo (entente) foi firmado entre França e Rússia. Em 1904, com a Inglaterra. Ambos os acordos visavam impedir o avanço industrial e imperialista alemão.
Rússia: O Império Russo, buscava acesso ao mar mediterrâneo para só então conquistar colônias na África, para isso, precisava controlar a região dos Balcãs que estava sob a influência do Império Austro-Húngaro (Aliança). Além de acordos com a França, em 1907 a Rússia firma um acordo com a Inglaterra, finalizando a formação da Tríplice Entente.

O Estopim da Guerra

Francisco Ferdinando e sua esposa, momentos antes de ser assassinado
(Sarajevo, Bósnia-Herzegovina, 1914)
A Crise dos Balcãs: O sentimento nacionalista na Sérvia gerou um ideal de construção de uma Grande Sérvia que deveria unir os sérvios aos bósnios, croatas e eslovenos. Além disso, a Rússia fomentou um movimento na região conhecido como Pan-eslavismo, que queria unir os povos eslavos (povos da Península Balcânica e da Europa Oriental) sob a proteção da Rússia. No entanto, grande parte da região estava sob a tutela do Império Turco-Otomano e do Império Austro-Húngaro. Ainda no século XIX, a Rússia conseguiu afastar o domínio turco sobre a região fomentando várias rebeliões nos Balcãs, no entanto, a Bósnia-Herzegovina continuava sob o domínio do Império Austro-Húngaro, frustrando o Ideal nacionalista sérvio.
O Assassinato do Príncipe: No dia 28 de junho de 1914, o príncipe herdeiro do Império Austro-Húngaro, o Arquiduque Francisco Ferdinando, visitou o governador da Bósnia-Herzegovina, em Sarajevo, capital do país. Após o encontro, o príncipe foi assassinado por um ativista do movimento pela Grande Sérvia. Em resposta ao atentado, o Império Austro-Húngaro declarou guerra à Sérvia. Defendendo seus interesses pan-eslavistas, a Rússia, declarou guerra ao Império Austro-Húngaro iniciando a primeira guerra mundial. Em poucos dias, como em um efeito dominó, os países da Tríplice Entente e da Tríplice Aliança estavam em guerra.

As Fases da Guerra

1ª Fase: Guerra em MovimentoO início da guerra foi marcado por um intenso movimento de tropas. A Alemanha pretendia invadir rapidamente a França, para evitar as defesas francesas posicionadas na fronteira os alemães invadiram a Bélgica, que até então havia se declarado neutra. A tática alemã deu certo e os alemães chegaram próximos à Paris, capital francesa. Entretanto, com a ajuda da Inglaterra, os franceses conseguiram impedir o avanço do exército alemão iniciando a fase entrincheirada da guerra.

 2ª Fase: Guerra de Trincheiras: 
 Soldados Australianos (Grã- Bretanha) usando
máscaras na Trincheira
(Ypres, Bélgica, 1917).

Trincheiras: Rede de valas cavadas no solo, onde os soldados se protegiam dos tiros e dos bombardeios inimigos. As trincheiras eram usadas para firmar posições e desgastar os inimigos, porém, a pouca movimentação deu um caráter estático à guerra.
Frente Ocidental: Do lado ocidental a guerra se desenvolvia principalmente nos territórios da Bélgica, França e Suiça, porém, devido as trincheiras, os avanços pela terra eram muito limitados. Assim, as principais batalhas ocorriam pelo mar, protagonizadas por Alemanha e Inglaterra e com novas tecnologias marítimas, como os encouraçados e submarinos.
Frente Oriental: No oriente, um exército russo mal preparado e mal equipado sofria pesadas derrotas para a Alemanha. Além disso, uma crise política, social e econômica agravava a situação dos russos.
Desenvolvimento Bélico (armas): Entre o inicio da Corrida Armamentista e o fim da Primeira Guerra, várias armas letais foram inventadas e utilizadas, como, por exemplo, as metralhadoras, os lança-chamas e as granadas de mão modernas. Gases venenosos como o Cloro e o Mostarda foram utilizados contra soldados e civis durante a guerra. Os aviões substituíram os dirigíveis nos bombardeios por serem mais rápidos. Os submarinos se tornaram uma possibilidade no inicio do século XX e foram muito utilizados pela Alemanha e Inglaterra. Por fim, os primeiros tanques de guerra também foram criados e tiveram uma importante contribuição para o fim da guerra de trincheiras. O uso dessas novas armas tornou raros os combates corpo a corpo.

Novas Alianças: Durante a guerra as alianças mudaram com a entrada e a saída de países da guerra.
Sérvia (Entente): Por razões obvias a Sérvia se alia a Entente assim que a guerra começa em Julho de 1914.
Japão (Entente): Desejando conquistar as colônias alemãs na china, o Japão declara guerra à Alemanha em 1914.
Bélgica (Aliança): Após ser derrotada de surpresa pelos alemães, a Bélgica foi forçada a auxiliar a Aliança ainda em 1914.
Império Turco-Otomano (Aliança): Em 1915, a Alemanha se aproveitou das rivalidades do Império Turco-Otomano com a Rússia para convencê-lo a entrar na guerra ao lado da Aliança.
Bulgária (Aliança): Em 1915, a Bulgária entra para a Aliança visando combater as intenções russas sobre os Balcãs.
Itália (Entente): Apesar dos acordos firmados com a Alemanha, França e Inglaterra convenceram a Itália a mudar de lado em troca da promessa de territórios em 1915.
Romênia (Entente): Desejando territórios do Império Austro-Húngaro (Transilvânia), a Romênia entra para a Entente em 1916. No entanto, o exército Romeno era mal preparado e treinado, transformando o país mais num fardo do que em um aliado da Entente.
Portugal (Entente): Querendo defender suas colônias na África e honrar alianças com a Inglaterra, Portugal decide entrar para a Entente em 1916.
Grécia (Entente): As tentativas da Aliança em intervir na Grécia causaram uma reação grega à Alemanha e ao Império Austro-Húngaro, assim, em 1916, a Grécia se une a Entente.
Império Britânico e Frances: Durante todo o período de guerra, Franceses e Britânicos contaram com a ajuda de soldados que vieram das colônias africanas e Asiáticas desses países. Portanto, vários destacamentos eram compostos por Indianos, Africanos, Canadenses, Australianos, etc. Por questões raciais, os países da Aliança se recusaram a utilizar soldados das colônias, pois, de acordo com eles, eram “primitivos” e não conheciam “honra militar”.

3ª Fase: Nova Guerra em Movimento:
"Tio Sam", cartaz convocando soldados para lutar na
Primeira Guerra Mundial por John Flagg (1917).

EUA (Entente): No inicio da guerra os EUA manteve uma postura neutra ao passo que mantinha relações comercias com os dois lados. Entretanto, a medida que a guerra avançava os EUA se posicionavam cada vez mais ao lado da Entente, tentando fortalecer o bloco para garantir o retorno de seus investimentos. Em 1917, a Alemanha adotou a postura de afundar todos os navios que levassem armas e alimentos para os países da Entente, portanto, após afundar navios americanos, os EUA assumiram sua postura pró Entente oficialmente, declarando guerra a Alemanha e seus aliados. A entrada dos EUA na guerra representou uma grande ajuda para a Entente, pois, contavam agora com novos recursos financeiros, bélicos e humanos para continuar na guerra.
Brasil (Entente): No inicio do século XX o Brasil pautava sua economia na exportação do café. Assim, para agradar seu maior cliente (os EUA que compravam cerca de 60% do café brasileiro), o Brasil também aprofundou relações com os países da Entente. Assim, como os navios americanos foram afundados por Alemães, também foram os navios brasileiros, levando ao Brasil a declarar guerra à Aliança em 1917. Na guerra, o Brasil enviou medicamentos e assistência médica, além disso participou de patrulhas marítimas no oceano Atlântico.
Rússia (Fora da Guerra): Desgastada com as constantes derrotas e em meio a uma grave crise política, econômica e social, a Rússia entra em um processo revolucionário que instaurou o socialismo no país (Revolução Russa de 1917). O novo governo russo, portanto, assina um tratado de paz com a Aliança, concedendo alguns territórios para a Alemanha.
O Ataque a Frente Ocidental: Com a saída da Rússia, a Aliança ficou confiante de sua vitória. Em 1918 a Alemanha organizou um grande ataque sobre a Entente que supostamente acabaria com a guerra. Com esse ataque, a Aliança conquistou vários territórios, porém, não conseguiu quebrar as defesas Britânicas e Francesas. Com o apoio dos EUA, a Entente realiza uma grande contraofensiva que praticamente elimina os demais países da Aliança.
A República de Weimar: Com a derrota de países da Aliança e da grande ofensiva sobre a frente ocidental, o Império Alemão mergulhou numa profunda crise. Rebeliões no exército, greves operárias e a falta de alimentos levaram o rei Guilherme II a renuncia. O novo governo sediado na cidade de Weimar, região central da Alemanha, proclamou a república e se rendeu à tríplice Entente no dia 11 de Novembro de 1918.

Os Tratados de "Paz"

"Assinatura do Tratado de Versalhes no Salão dos Espelhos"
por William Orpen (1919).
O saldo trágico da Primeira Guerra: Calcula-se que cerca de 10 milhões de pessoas morreram em decorrência da guerra, 20 milhões saíram da guerra mutilados e incontáveis órfãos e refugiados sobreviveram à guerra. Os números chocaram a sociedade ocidental, pois, nunca antes na história tantas mortes foram contabilizadas em uma única guerra. A destruição da Europa provocada pela guerra garantiu uma rápida ascensão das ideologias fascistas e comunistas vistas por partes da população como as soluções dos problemas europeus. Os EUA se aproveitaram da crise européia para crescer sua importância no cenário mundial, se tornando a maior potencia econômica, política e militar do mundo capitalista.
Os 14 pontos de Wilson: Ainda em 1918, o presidente dos EUA Woodrow Wilson, propôs uma “paz sem vencendores”, onde nenhum país deveria ser penalizado pela guerra. Entretanto, Inglaterra e França não aceitaram a proposta do presidente americano, impondo outro tratado em 1919. Além da paz sem vencedores, os 14 pontos de Wilson, propunham a criação de um órgão de segurança mundial que tinha o objetivo de manter a paz entre os países arbitrando conflitos. Esse órgão foi construído em 1919 e se chamou Liga das Nações que anos mais tarde passaria a se chamar Organização das Nações Unidas (ONU).
O Tratado de Versalhes: A cada um dos países derrotados na primeira guerra mundial, foi imposto um tratado que os obrigava a ceder territórios e/ou pagar indenizações. Porém, entre esses tratados, de “paz” o mais agressivo foi formulado para a Alemanha, o Tratado de Versalhes de 1919. O tratado colocava a Alemanha na posição de principal culpada pelas atrocidades cometidas na Primeira Guerra e obrigava a Alemanha a:

  • Devolver a região da Alsácia-Lorena para a França, região conquistada pela Alemanha ao fim da Guerra Franco-Prussiana de 1871.
  • Ceder todas as suas colônias aos vencedores da guerra.
  • Entregar para a França os direitos de exploração sobre o carvão na bacia do rio Sarre.
  • Pagar aos adversários uma indenização de 33 bilhões de dólares.
  • Proibia a militarização na Alemanha e o desenvolvimento industrial bélico.


Prof. Glauber - A Reforma Protestante e a Contrarreforma Católica (Material de Estudo para os Segundos)

A Reforma Protestante (Século XVI)

"A Venda de Indulgências" por Jörg Breu (Alemanha, 1530)

  • A maior senhora feudal: Durante a Idade Média a Igreja católica atingiu seu apogeu, transformou-se na maior senhora feudal, acumulou uma enorme riqueza e controlava a Europa politicamente e socialmente. A vida do alto clero era cercada de luxo e ostentação.
  • Renascimento X Igreja: O pensamento renascentista criticou duramente o ideal Teocentrico da idade média, além disso, o avanço da ciência colocava em cheque vários dogmas da igreja.
  • Burguesia X Igreja: A igreja condenava o lucro individual e era contra a cobrança de Juros, assim, a burguesia constantemente entrava em conflito com a Igreja católica.
  • Nobreza X Igreja: O poder político e social da igreja incomodava alguns setores da nobreza. Alguns nobres queriam tomar as terras da igreja para expandir seus territórios e vários reis buscavam diminuir o poder do papas para aumentar a sua própria autoridade (Monarquias Nacionais).
  • Igreja X Igreja: Ainda no século XIV, vários membros da igreja denunciavam abusos de poder, imoralidades e casos de corrupção que ocorriam nos mosteiros e igrejas. Alguns desses casos se tornaram práticas tão freqüentes que praticamente se tornaram dogmas da igreja.
  • Venda de Indulgências: A Igreja passou a vender o perdão divino aos seus fieis, alguns nobres e burgueses chegavam a comprar lotes de terras no paraíso como uma forma de garantir sua salvação e vida eterna.
  • Culto a “Relíquias Sagradas”: Para motivar os fiéis a igreja começou a criar inúmeras “relíquias sagradas”. As relíquias poderiam ser desde um osso do dedão de um santo até uma lasca da madeira da cruz onde Cristo foi crucificado. Segundo alguns pensadores renascentistas, se a igreja juntasse todas as lascas da suposta cruz de Cristo, ela seria capaz de construir a arca de Noé. As relíquias também eram vendidas a preços exorbitantes rendendo em mais divisas para a igreja.
  • A Venda de Cargos Religiosos: Os cargos religiosos podiam ser comprados. Geralmente nobres compravam cargos para seus filhos que não tinham direito a herdar suas terras. Como resultado, o clero em geral era extremamente despreparado conhecendo pouco, ou nada, a respeito da Bíblia.
Martinho Lutero (1483 - 1546)


  • Monge germânico ligado a ordem dos agostinianos (Santo Agostinho), que pregavam a salvação pelo destino e pela graça divina.
  • Salvação pela fé: Lutero pregava que a salvação não poderia ser alcançada por méritos humanos ou por “boas ações”, mas somente pela fé.
  • 95 Teses de Lutero (1517): Em 1517, Lutero pregou na porta de sua igreja 95 teses que criticavam duramente a igreja católica. As teses foram escritas em alemão para que todo o povo germânico conseguisse ler. As teses criticavam:
    • As indulgências
    • As vendas de cargos religiosos.
    • O despreparo e de vários clérigos.
    • A vida desregrada de vários sacerdotes.
  • Apoio da burguesia: A burguesia apoiou Lutero, pois queria um clero menos intransigente e mais aberto às mudanças propostas pelo capitalismo.
  • Apoio da nobreza: Vários nobres queriam tomar as terras da igreja, portanto, apoiaram Lutero.
  • Apoio popular: Os camponeses viam a igreja como uma exploradora que os forçava a pagar dízimos com o dinheiro que não tinham.
  • A Excomunhão: O papa Leão X exigiu que Lutero se retratasse de suas teses, no entanto, o monge não se retratou e foi excomungado pela igreja (expulso). Lutero deveria ser morto pela inquisição, no entanto, vários nobres protegeram Lutero e garantiram ao ex-monge um julgamento, onde foi absolvido. Mesmo assim, Lutero foi expulso do Sacro Império Romano Germânico por pressão do papa.
  • A Doutrina Luterana: Após a sua expulsão Lutero foi abrigado por nobres de outras terras interessados em diminuir o poder da igreja católica. No exílio, Lutero escreveu as doutrinas pelas quais várias religiões protestantes baseiam seu dogma. Entre as doutrinas luteranas estão os seguintes conceitos:
    • Salvação pela Fé: Somente a fé salva, não importa as boas ações de uma pessoa.
    • Tradução da Bíblia e do Culto Religioso: A bíblia é vista como a única fonte confiável em relação a palavra divina, assim, a sua tradução é necessária para a compreensão do povo. Para aumentar essa compreensão, Lutero define que os cultos religiosos deveriam ser ministrados na língua nativa.
    • Fim do Celibato: Lutero defende que não há na bíblia fundamentos para o celibato (proibição do casamento para clérigos). O próprio Lutero se casa em 1525 com Catarina von Bora (1499 – 1552), freira católica que Lutero ajuda a fugir do convento.
    • Proibição ao culto a Ídolos: Lutero condena o culto às imagens e às relíquias sagradas.
    • Dois Sacramentos: A Igreja católica criou sete rituais para transmitir a graça divina aos fiéis (batismo, crisma, eucaristia, penitência, unção, ordem e matrimônio). Para Lutero, apenas dois sacramentos poderiam conferir a ligação do fiel com Deus, o Batismo e a Eucaristia (santa ceia).
    • Consubstanciação: Lutero negava a transubstanciação católica que transforma o pão e o vinho no corpo de cristo. Em seu lugar propôs a consubstanciação que considera o pão e o vinho como as bênçãos sagradas.
Religiões Protestantes

  • Igreja Luterana: Criada por Lutero, a igreja Luterana seguia a risca a doutrina proposta por seu criador. Em geral, os fiéis do Luteranismo eram nobres alemães descontentes com o poder político da Igreja Católica.
  • Igreja Anabatista: As propostas de Lutero geraram um movimento radical conhecido como Anabatismo. Os anabatistas acreditavam na volta de Cristo em pessoa para combater o mal e instituir o Reino de Deus com duração de 1000 anos. Após o final desse período aconteceria o Juízo Final. Os anabatistas defendiam também a igualdade entre todos, chegando a propor a distribuição igual de riquezas e terras e o fim da propriedade privada. As propostas anabatistas atraíram os camponeses que começaram a exigir a abolição da servidão e a posse comunitária da terra. Com o apoio de Lutero, tropas militares reprimiram brutalmente o movimento, matando milhares de pessoas e os líderes anabatistas.
  • Igreja Calvinista: A Igreja católica condenava o lucro e usura (juros), desse modo, a burguesia precisava de novos parâmetros morais, econômicos e religiosos que legitimassem a obtenção de lucro e a exploração do trabalho assalariado. As idéias luteranas levaram a Suíça a uma guerra civil (1531) entre conservadores e reformistas. O conflito cessou quando as partes fizeram um acordo dando a cada região o direito de escolher sua religião. Em 1536, um teólogo francês e defensor do luteranismo chamado João Calvino publicou seus estudos que reafirmavam as propostas de Lutero e destacavam a teoria da predestinação do individuo a salvação. Calvino pregava o rigor da disciplina, a valorização moral do trabalho e da poupança, para Calvino, o êxito econômico era um sinal de predestinação a salvação. As teses de Calvino deram aos burgueses uma justificativa para suas atividades. Portanto, a igreja calvinista fez grande sucesso entre os burgueses de toda a Europa especialmente na Inglaterra (puritanos), Escócia (presbiterianos) e França (huguenotes).
  • Igreja Anglicana: Em 1527 o rei Inglês Henrique VIII pediu ao papa Clemente VII a anulação de seu casamento com Catarina de Aragão (Espanha), porém, diante da negativa do Papa, o rei inglês assumiu o controle da igreja na Inglaterra. Em 1534, Henrique VIII proclamou o Ato de Supremacia, colocando-se como líder da Igreja Anglicana podendo nomear os bispos e determinar quais seriam os dogmas da igreja. Por essas ações, o rei inglês foi excomungado. Em 1536, o Henrique VIII confiscou as terras da igreja na Inglaterra e as vendeu a comerciantes, nobres e fazendeiros, ganhando o apoio de nobres e burgueses para a igreja anglicana. Durante o reinado de Elizabeth I, a igreja anglicana adotou características do calvinismo.
A Contrarreforma Católica (Século XVI)

Gravura Espanhola de 1559, demonstrando a ação da Inquisição

  • Século XV: Nos anos finais do século XV, ou seja, antes mesmo da reforma protestante, já havia na igreja uma preocupação com os rumos do catolicismo. Muitos padres questionavam a imoralidade e a indisciplina do clero, no entanto, somente quando a reforma protestante passou a ameaçar o poder papal foi que a igreja passou a se preocupar em adotar medidas concretas.
  • Volta da Inquisição: Diante do avanço dos ideais protestantes, o papa Paulo III reorganizou o Tribunal do Santo Ofício. Durante a idade média, o tribunal foi responsável pelo combate às heresias e seitas contrárias aos dogmas católicos. O tribunal também ordenou a queima de várias mulheres que foram consideradas como bruxas e feiticeiras. O novo tribunal se estabeleceu com mais força na península Ibérica (Portugal e Espanha) e teve como principal alvo os Cristãos Novos (judeus convertidos ao cristianismo) e os reformistas.
  • Concílio de Trento (1545 – 1563): Em 1545, o papa Paulo III convocou o Concílio de Trento, com o objetivo de rebater as críticas feitas pelos protestantes. Os debates foram interrompidos várias vazes, por isso, levou anos para chegar a uma conclusão. Entre as decisões tomadas pelo concílio estão:
    • Reafirmação dos dogmas católicos e sua doutrina com base na bíblia e na tradição (e não somente na bíblia como queriam os protestantes).
    • Manteve os sete sacramentos.
    • Reforçou o poder do papa.
    • Considerou crime a venda de indulgências.
    • Conservou o culto aos santos.
    • Conservou o celibato clerical.
    • Organizou o “Index Librorum Proibitorum” (relação de livros proibidos) que só foi abandonado em 1966.
    • Fixou regras para a formação de padres e monges.
  • Os Jesuítas: O presbítero Inácio de Loyola fundou em 1540, com a autorização do papa Paulo III, a Companhia de Jesus. O Objetivo dos Jesuítas era propagar o catolicismo através da pregação, do ensino e da catequese de nativos além-mar.
  • A Noite de São Bartolomeu (1572): A reforma e a contra reforma gerou conflitos internos em quase todos os países europeus, na França não foi diferente. Apesar de um tratado criado em 1570 declarar a paz entre protestantes e católicos, os reis católicos ordenaram um massacre aos protestantes no dia de São Bartolomeu (24 de Agosto). O massacre durou vários dias, gerando uma enorme quantidade de mortos.